As
notícias do naufrágio do transatlântico Costa Concórdia, ocorrido na Itália no
último dia 13 de janeiro, me fazem recordar do petroleiro encalhado em
Fortaleza desde a década de 80.quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Mara Hope
As
notícias do naufrágio do transatlântico Costa Concórdia, ocorrido na Itália no
último dia 13 de janeiro, me fazem recordar do petroleiro encalhado em
Fortaleza desde a década de 80.domingo, 1 de janeiro de 2012
Minhas Tardes no Cinema
Se você gosta de cinema e pretende ver pelo menos um, minha sugestão é “Minhas Tardes com Margueritte”, uma produção delicada, sensível e que conta com uma atuação esplendorosa de Depardieu, o que não chega a ser nenhuma novidade. O incansável ator, ao longo de quase meio século de carreira, ruma para sua 200ª. atuação.
Adorado em seu país de origem, Depardieu tem uma história de vida conturbada. De família humilde, quando adolescente cometeu pequenos delitos até ser encaminhado ao teatro por uma assistente social. Seu filho Guillaume, também ator, morreu em 2008 aos 37 anos, de pneumonia. Já em 2011, Gerard Depardieu foi notícia no mundo inteiro por um motivo, no mínimo, curioso. Fez xixi no corredor de um avião, quando viajava de Paris para Dublin.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Páreo duro
Ontem assisti boa parte do que é,
hoje, o maior clássico do futebol mundial: Real Madrid x Barcelona. E o que vi
me deixou assustado, em relação ao que espera o Santos no mundial interclubes.
O Real Madrid é um supertime, vinha embalado, líder disparado do campeonato
espanhol. Cristiano Ronaldo está em grande fase e é a estrela maior do elenco
mais caro do planeta, no qual também brilham Casillas, Özil, Xabi Alonso, Di
Maria e Benzema. Para se ter uma idéia da qualidade do plantel galáctico, Khedira,
Kaká e Higuaín esquentam banco no Bernabéu.Pois bem, o clube catalão simplesmente ignorou os merengues, ganhou de três e poderia ter feito cinco ou seis. Foi um passeio. E é isso que espera os meninos da vila, caso não tenhamos nenhuma surpresa no dia 14 de dezembro, quando Santos e Barça enfrentam os fracos Kashiwa Reysol e Al-Sadd, respectivamente.
O Santos pode ser campeão? Pode, mas se isso ocorrer, certamente será parecido com as últimas conquistas sulamericanas no torneio, ou seja, no sufoco.
Há exatos trinta anos, o Flamengo se impôs ante o Liverpool, enfiando 3x0 numa vitória incontestável. Não sou rubro-negro, mas aquele timaço de Zico, Junior, Adílio e Leandro era realmente espetacular. De lá pra cá, nunca vi uma vitória tranqüila de um clube brasileiro. E olha que já foram cinco conquistas: três do São Paulo, uma do Grêmio e outra do Internacional. Isso sem considerarmos o título meia-boca do Corínthians em 2000, que chegou lá mesmo sem ter conquistado a Libertadores.
No esperado duelo Messi x Neymar, a estrela solitária do peixe certamente vai precisar de ajuda. E essa ajuda só pode vir de um talentoso meio-campista, que há meses vem devendo uma grande exibição: Paulo Henrique Ganso. Vamos torcer.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Josés
José morreu neste domingo, 28 de fevereiro, aos 95 anos, em São Paulo. Bibliófilo, intelectual e acadêmico, era um apaixonado pela cultura em suas diversas formas. Era o maior colecionador de livros do Brasil. O grande legado que José nos deixa é sua história de vida, pautada pela ética, ao longo de sua atuação empresarial, política e social. Membro da Academia Brasileira de Letras, José doou seu acervo de 38 mil títulos para a Universidade de São Paulo. Na década de 70, então secretário de cultura, pediu exoneração do cargo quando a ditadura militar insistiu na versão de suicídio do jornalista Vladimir Herzog. Foi um dos únicos nove empresários brasileiros a assinar, durante esse período negro da história do país, um manifesto pela abertura política. Até sua morte, pouco se falava de José, pois integridade não dá muita audiência.
Também temos o “nosso” José. Político de sucesso, administrador competente, o José candango, mineiro de nascimento, é figurinha carimbada na mídia, chegando, finalmente, – e ainda bem – ao ápice: as páginas policiais. Circunstancialmente, é verdade, e tão-somente por conta de desavenças na cúpula da quadrilha. Desde o carnaval, José e alguns comparsas estão presos.
Dois Josés, duas escolhas, duas histórias de vida. O livre-arbítrio e duas trajetórias tão díspares. Talvez a chave esteja numa palavra: educação. Como alguém já falou (não me recordo a fonte): não nos preocupemos somente com o mundo que vamos deixar para os nossos filhos, mas também - e principalmente – com os filhos que estamos deixando para o mundo.
Publicado originalmente em 02/03/2010
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Bola murcha
sábado, 29 de outubro de 2011
Tadeu
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Em Cartaz

O incêndio que consumiu três salas de cinema na Academia de Tênis decretou o encerramento das atividades daquele importante espaço cultural de Brasília. Já faz mais de um ano que os cinéfilos da cidade estão órfãos de produções independentes, ou pelo menos fora do circuito dos shoppings. Se comparada com algumas metrópoles do país, Brasília ainda tem um número razoável de salas. Apesar disso, a diversidade é baixa e procurar um bom filme alternativo não tem sido uma tarefa fácil.
Nesse contexto, a mostra CCBB Em Cartaz, entre os dias 11 e 30 de outubro no Cine Brasília, é um presente para os candangos. São quinze filmes inéditos na Capital. Surpreendentemente, as primeiras sessões não têm lotado o antigo e confortável cinema do eixinho sul... e olha que a entrada é franca.
Aproveitei o feriado desta quarta-feira para assistir ao filme francês “Esses Amores”, de Claude Lelouch. O septuagenário diretor faz uma espécie de revival à sua trajetória profissional num belo filme, que não foi bem recebido por alguns críticos, talvez por conta de sua, digamos, heterogeneidade.
Como sempre, não gostei do título em português. Acho a expressão sem peso. Daqui a uns quinze dias, se alguém perguntar, já não lembro mais o nome do filme. De qualquer forma, tenho uma birra com distribuidores, até porque, o original - Ces Amours-là – significa exatamente isso, ou Esse Tipo de Amor, numa tradução literal. O título em inglês – What Love May Bring, ou O Que o Amor Pode Trazer – consegue ser ainda mais piegas.
Apesar de certa liberdade no estilo e na estética – principalmente no início e no final -, não vá esperando um filme “cabeça”, de difícil entendimento, justificativa para muita produção mal-feita que vemos com freqüência por aí.
A trama é consistente, a trilha sonora é belíssima – interpretada de vez em quando pelos protagonistas, embora não seja um musical – direção, elenco, figurino, maquiagem... tudo funciona.
O filme gira em torno da bela Audrey Dana, no papel da inconseqüente Ilva Lemoine. Sua intensa vida pessoal tem como pano de fundo os acontecimentos históricos relacionados à ocupação francesa pelo nazismo na segunda grande guerra, mas se estende por boa parte do século XX.
Somente ao apagar das luzes é que Lelouch escorrega um pouco, utilizando a receita pronta dos dramalhões americanos, ao forçar um desfecho água com açúcar, previsível. Isso, no entanto, tem a ver com o tom de comemoração e despedida utilizados pelo diretor, o que contribui para irmos embora com uma sensação de leveza e a remota esperança de que, quem sabe também na vida real, tudo irar conspirar para um final feliz.
Talvez aí resida a magia do cinema.


